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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Você é um nerd?

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O que faz de nós sermos geeks? Saber usar o computador melhor do que os outros? Decorar as falas dos personagem da trilogia de Star Wars? Ter um Iphone? Contar as horas pra chegar em casa e meter a cara no computador? Fazer questão de gastar a grana em algum software novo bombástico? Ter pais tão nerds quanto? Ou é viajante demais pressupor que ser nerd é a chamada hereditariedade especifica?

"Quatro-olhos, aparelho nos dentes, introspectividade"
Nerds NÃO SÃO TODOS anti-sociais. Aquela imagem que nos vem à cabeça de um garoto que usa óculos, aparelho, que se veste mal e que ainda tem acne, nem sempre é regra. Conheço garotos que são assim, mas em questão de 'nerdeza' eles não estão com nada. Tudo é relativo, pois caso você conheça algum nerd que tenha essas características citadas acima, naturalmente crê que ele é uma pessoa tímida, fechada, pacata e que prefere naturalmente se esconder do mundo, só ele e o computador (ou então ele e um livro grosso), por sentir vergonha de seu estereótipo.

E quem disse que todos os nerds tiram notas boas na escola?
Vou dizer uma coisa: meu melhor amigo é um nerd assumido e só de olhar para ele e de conversar um pouco você sente aquele peso de conhecimento caindo sobre você juntamente com um humor áspero mas que para ele é, não só cômodo, divertido inclusive. Estamos cursando o nosso último ano escolar e no final do ano já estaremos formados. Além de citar que ele vai fazer algo na área de informática, há outra coisa bem engraçada: as notas dele estão indubtavelmente preocupantes. Claro que eu não posso falar nada, mas eu sei que eu só tenho uma energia geek dentro de mim porque foi ele quem me influenciou durante anos. Claro que não é porque você é nerd que tem que tirar notas altas na escola ou na faculdade, gente. Não vamos confundir nerd e CDF, muito menos sermos ignorantes e dizer que é tudo a mesma coisa. Não vivemos mais no tempo em que nerd era xingamento e vários tabus foram estraçalhados, então por favor, né? Tire então suas próprias conclusões sobre isso. Acha que um nerd precisa tirar notas altas na escola?

E as garotas?
Nós, garotas, que desde sempre proporcionamos fascínio nos homens, também temos os nossos momentos de conhecimento geral ou então aquele momento de: "Cara, eu preciso muito comprar aquele livro!" ou então aquele clássico do: "Vou na casa de fulano(a) jogar guitar hero, quer vir?" E se a regra da aparência não serve para o sexo masculino, quem dirá para o feminimo! Ou então uma garota geek não pode ser vaidosa? Vou contar um segredo: Sabe aquela garota vaidosa da sua classe que não larga um espelho de bolsa? Bom, tome muito cuidado ao subestimar uma mulher. Porque, pode não ser comum, mas aquela garota pode ser uma nerd nata! Ela pode esconder dentro da bolsa o livro
"O Guia do Mochileiro das Galáxias". E não se esqueça: geeks tanto do sexo feminino quanto do masculino gostam de coisas de nerd, mas também não de tudo, obviamente. E não tem essa de que os homens nerds são mais inteligentes ou espertos do que elas, não!

Mas você ainda acha mesmo que todos os nerds usam óculos e conhecem tudo sobre programação? De acordo com pessoas que ajudam o dicionário virtual InFormal.com.br, pessoas estas que possuem concepções diferentes de denotar um nerd mas que acabam chegando num mesmo lugar, um nerd ou um geek é uma pessoa que se interessa por cultura geral, livros, tecnologia e não somente isso, mas que também sabe discutir sobre tais assuntos, expondo suas idéias e fatos.

Ter um Iphone, um Ipod, um Home Theater de última geração, ter uma coletânia de filmes de ficção científica na prateleira, uma tv LCD, memória RAM suficiente para armazenar o mundo dentro do computador, um canivete sempre no bolso ou na mochila. Só isso(ou tudo isso) basta para eu ser um nerd de mão cheia?
De fato, alguma coisa de nerd você tem. Porém não se esqueça de que ser um nerd não está somente no seu Iphone, nas roupas que você veste dizendo o quanto você é nerd, etc. É preciso mais do que isso. Você precisa ter um conhecimento geral sobre os mais novos 'trending topics'da tecnologia, incluindo computadores e derivados, sobre os mais novos recursos que a Ciência cria, precisa sempre estar lendo, escrevendo, desenvolvendo sua capacidade argumentativa, ou seja, não adianta usar um óculos fundo de garrafa que está na moda agora, inclusive, e sair dizendo por aí que você virou um nerd porque descobriu que seu QI é acima da média e que você adora ser nerd. Outra coisa importante essa do QI: nem todo nerd tem um QI elevado. Lembre-se!


Hey, você pode ser um nerd mas nem se deu conta disso, já parou pra pensar?

P.s.: De nada tem a ver isso com o assunto. mas quero agradecer novamente a Dulcinéa Cassis, pessoa com quem tive em tão pouco tempo uma "conexão bloguística" enorme e dizer que não foi à toa que seu livro acalentador veio parar em minhas mãos, ironicamente como foi, dentro de um lugar tão fútil. Só que desta vez, não quero agradecer ao livro. Mas à atenção dela para comigo, agradecer ao carinho, ao post em homenagem. Muito obrigada! Fico muito feliz, de verdade!
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sábado, 19 de setembro de 2009

Livro de auto-ajuda?

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Eu não ia a nenhum encontro terapêutico para me salvar(se é que eu realmente estava em apuros naquele momento). Fui ao salão dar um trato nessa cabeleira de volume intenso e cheia de cachos mal-definidos. Também pude acertar minha sombrancelha, que aliás, é bem cheia e eu gosto dela assim.

Até acabar a confusão do horário que uma moça havia confundido, não me encontrava reflexionando sobre nenhum temor ou insegurança, muito menos pensando em fontes de libertação para uma angústia recente, como livros de auto-ajuda ou relatos pessoais de mulheres que já passaram por poucas e boas na vida. O que eu realmente desejava era me sentir mais bonita para um motivo do qual não posso falar ainda, e sentir que gastei meu dinheiro por uma boa causa.

Fui com minha mãe ao salão, um salão deveras importante, caro em comparação aos demais da cidade, porém de alto nível, com excelentes profissionais, ótimos produtos, enfim, ótima qualidade. Informaram a ela, enquanto já sentia a região dos olhos dormentes devido aos puxões que recebia com uma pinça, sobre um livro que estavam dando quando a compra ultrapassava 70 reais. Como obviamente fui ali para caprichar, a minha iria passar com certeza. Pedi para que minha mãe se informasse melhor sobre o assunto do livro já que eu e minhas lágrimas estávamos bem ocupadas(para quem não sabe, é normal lacrimejar quando se mexe muito na área da sombrancelha, do buço, enfim, tudo está conectado no rosto. Nervos, gente!). Não lembro exatamente quando ela voltou já com o livro em mãos, já lendo a primeira página. Mas me recordo antes disso sobre um comentário de uma cabelereira. "É um livro que estão dando aqui e tem uma linguagem bem pra idade da sua filha, assim, jovem."

Hoje, dois dias depois, me pergunto se ela realmente leu o livro ou se só o julgou pela capa.

Independentemente da opção, o preocupante é se a dita cuja continua dando essa mesma informação para o consumidor. Afinal, qual mulher crescida iria querer levar um livro com linguagem adolescente? Pouquíssimas, muitas com o seguinte pensamento: Se é de graça, vale tudo. Além do mais, ler é bom. Ou então posso dar de presente pra minha filha, sobrinha, neta, etc. Não adianta disfarçar. De fato, é uma mentalidade corriqueira por aqui. Desconheço lá fora, mas tenho certeza de que a maioria das mulheres brasileiras sentem-se altamente atraídas por livros de auto-ajuda. Contudo, homens também. E se pelo menos o indivíduo tivesse o trabalho de ler a parte de trás de um livro, no caso, deste livro, veria que cometeu um grande erro.

Quando peguei para ler no próprio local, já pronta para lavar o cabelo, me dei conta de que algo estava conspirando ao meu favor. Como não as enxergamos, não sabemos exatamente como funcionam. Forças invisíveis existem sim. Se você não as sente ou nunca sentiu, é porque você realmente precisa buscar emoção em sua vida. Nós não a vemos, todavia sentimos que há algo no ar, não importa de onde estejam vindo. Elas nos pegam de surpresa, exatamente quando você não está pensando nisso. Os mais céticos como eu se perguntam se isso não foi por acaso, se perguntam mil vezes se não há uma outra explicação mais consistente, mas até mesmo nós concordamos que no mínimo existem momentos e situações favorecedoras.



É um livro de auto-ajuda? Não exatamente. Incrivelmente, para mim ele serviu como um. Melhor do que qualquer best-seller que promete mudar a sua vida, acredite. Acho que a simplicidade me encantou, o fato de não ser mais um livro-alvo da mídia. É gostoso de ler, servindo tanto para o público jovem quanto para o público adulto; poucas páginas e muita experiência numa linguagem sem muitos adornos, fácil de compreender, de assimilar.

É incrível como coisas simples podem, não digo mudar completamente nossas vidas, mas nos confortarem em certos momentos. Eu juro que iria começar a procurar um livro cobiçado no estilo The Secret para ler, pois passo por um momento bastante complexo em minha vida. Não sei se está livre de acontecer, mas vou tentar evitar ao máximo e tentar me sentir bem com o que já tenho em mãos(não só em relação ao livro e sim a tudo).

Será que o segredo de tudo está na simplicidade realmente? É isso o que vou buscar a partir de hoje.

Beijos!
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