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terça-feira, 6 de outubro de 2009

2016

1 comentários
Leitores! Adoro saber que deixei vocês na mão durante alguns dias sem dar notícia alguma. É, vocês já perceberam que minha ironia abala, não abala? Pois bem, aqui estou eu, pronta para escrever. Aliás, assunto é o que não falta(o que é ironicamente o oposto de algumas semanas atrás). Se antes eu escrevia pouco por não ter assunto, hoje eu escrevo pouco por não ter tempo.

Antes de mais nada, quero agradecer às pessoas que leram, que comentaram, enfim, muito obrigada! *-* Eu adoro quando vocês discutem sobre o assunto e principalmente refletem sobre. Esse blog aqui foi feito pra vocês, simplesmente.

É, o vestibular. Prontos? Não? Bom, devo lhes dizer que as bancas não estão nem aí pra vocês. Elas querem são os pré-vestibulandos que se mataram o ano todo com matérias tanto desgostosas quanto apreciadas; querem aquele estudante pronto para encarar uma faculdade e logo depois o mercado de trabalho. Não é muito mistério. Você nasce, cresce, faz uma faculdade, trabalha e morre. Esse é um pensamento meramente padrão de um vestibulando atacado como eu. Bom, eu não preciso ser tecnicamente uma vestibulando pra ser atacada, mas isso não vem ao caso. Com o bando de coisas que está acontecendo, do tipo o ENEM ser só nos dias 5 e 6 de dezembro e da prova da UERJ ter sido adiada por conta disso, coitada, bom, minha vida está uma loucura só.

Falando em vestibular, eu ainda sinto pena de pessoas com aquela mente pequena. Parece que quanto mais vão crescendo, mais se corrompem. O que é uma profissão, uma carreira, pra você, afinal? Grana? Só um salário alto? Se foi isso o que veio primeiro à sua cabeça, melhor revisar seus conceitos. Se você ainda pensa em ingressar no mercado de trabalho só pelo dinheiro, melhor se preparar para o que vai vir. Nem todo mundo nasceu para ser um juiz respeitado e bem de vida ou um médico que cura até cadáver. Se você realmente gosta de alguma profissão disputada, vai em frente. Saiba que será com isso que você vai lidar pelo resto de sua vida praticamente, ou melhor, até a sua aposentadoria. Se quiser fazer outra faculdade ou um trabalho autônomo, bom, existem milhares de opções, filho. É só fazer uma escolha inteligente(o que não quer dizer que precisará ser uma decisão escrotamente racionalizada, ou você se esqueceu dos seus sonhos?)

Eu não fico mais com aquele humor ácido e pentelhudo durante uma semana quando me esnobam ou subestimam. Hoje mesmo uma pessoa da qual não sou muito ligada afetivamente(diga-se de passagem, eu quero que ela se exploda), veio hoje no curso me perguntar sobre o que eu vou colocar no vestibular. Acho que, no mínimo, esse ser achou que eu passaria o resto da vida desiludida ou, pior, não pensou em absolutamente nada com medo do que poderia vir à cabeça. De fato, pessoas ignorantes realmente acham que o mundo é para os ricos, mas para mim, fama e riqueza é apenas uma conseqüência de um trabalho esforçado. Particularmente, além desse fator, acredito que muitos têm sorte, pois é preciso estar no lugar e na hora certa para conseguir o que tanto almeja. Junte tudo isso e pense comigo: vale a pena subestimar alguém sendo que você ainda não conseguiu nem um terço do que pretende da vida? Cresça e faça de uma vez aquilo que você deseja, mas se esforce também.

Coisas que aconteceram durante a semana(passada):

.O ENEM foi adiado. (Palmas!)
.Finalmente aprendi a jogar Magic. Aquele RPG de cards. E olha que não foi a primeira vez que sentaram comigo e me ensinaram. Agradeço humildemente ao meu primo que tem uma paciência filha-da-puta.
.Muita coisa mudou no meu curso, como os horários de específicas agora na reta final. Outras não, como o meu pequeno(graaande) fascínio pelo meu professor de geografia. (O que é aquele homem, meldels? Por motivos de privacidade, não vou dizer quem é, pode ser qualquer um, já que eu tenho mais de um(apesar dos mais próximos já estarem carecas de saber quem é).
.Me dei conta de que existem pessoas verdadeiramente boas de coração e elas não necessariamente precisam te conhecer totalmente quando resolvem ajudá-lo.
.Fiquei sabendo da festa fantasia de formatura do 3º ano do colégio. Ótimo, até agora não tenho fantasia. Eu e mais um amigo combinamos de irmos de Salsicha e Velma, mas até agora não decidi 100%, sem contar que ainda não comprei convite nenhum(e será nesse fim de semana!).
.Eu e mais uma amiga marcamos de ir ao Outback - e estávamos com esse profundo desejo de sair com a galera do curso desde o começo do ano - com mais algumas oito cabeças. Só nós duas, e mais um amigo nosso, fomos. Da próxima vez eu vou sequestrar todo mundo.
.Rio 2016, não é mesmo? Eu sou uma pessoa otimista. Em geral, o carioca aqui está bem otimista também. E eu acredito que isso pode melhorar o Brasil, já que só conseguimos nos erguer quando entra esporte na jogada mesmo...(Pelo menos somos bons em alguma coisa. Deixa o IDH da Argentina ser maior, não tem problema.)


Bom, de resto, só o estudo mesmo. Tenho certeza de que a minha vida tem muito mais dinâmica do que isso. O problema é que eu me esqueço dos assuntos. Prometo que vou caprichar na próxima matéria.

Agora, a pergunta:
O que vocês acham das olimpíadas de 2016 serem no Brasil?
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Qual a sua pedra? Digo, profissão?

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Confesso que nunca me senti atraída por jóias, pedras preciosas, nada que me fizesse parar num shopping, arregalar os olhos e me coçar para não levar. Até porque muitas vezes o dinheiro que levo é contado, não sou rica e, portanto, não existe possibilidade de levar algo assim no escuro, principalmente se for um objeto adornado de riquezas que, quanto maior forem elas, mais caro ele se torna. Sem contar que eu prefiro objetos - sejam eles caros ou baratos - com um número maior de utilidades, como os relógios, óculos, celulares, todo um contexto tecnológico e quanto maior forem suas utilidades, mais meus olhos crescem. Sobre as jóias, o grande perigo se encontra em minha mãe, que sempre fora fascinada por tudo isso; nunca fora vaidosa consigo mesma comparada à grande parte das mulheres, mas quando se trata de jóias, acessórios, derivados de brilho e riqueza mineral, os olhinhos dela brilham.

Eu realmente não me recordo o motivo pelo qual fomos até o shopping ontem. Na realidade, queríamos comprar um telefone - rosa - para usá-lo como interfone, já que o condomínio aqui não cobre. Infelizmente, não obtivemos sucesso quanto a isso, já que até chegarmos ao nosso destino, no caso, achar um telefone ROSA, fomos nos encontrando com amigos, família, paramos em lojas, fuxicamos os preços, as coisas, tudo. E mesmo sem a intenção de comprar qualquer coisa, já foi minha mãe me puxando para a Monte Carlo, Vivara, essas lojas que realmente não dá pra entrar e não deixar de sonhar um pouquinho. Não sabia as intenções reais dela. Para mim, ela simplesmente iria entrar, pedir algumas informações sobre anéis como os preços, modelos, e sairia (quase) feliz da vida. Pois bem, enquanto minha alma suspirava pelos modelos mais extasiantes de relógios, veio ela me chamando para dar uma olhada num catálogo de profissões. Como eu não sou idiota, nem burra, apenas ligeiramente desligada do planeta, minha expressão confusa logo se manifestou e um 'que?' saiu de minha boca sem timidez. Todavia, obedeci.

E lá estava ela e a atendente(que, aliás, tinha os olhos azuis mais lindos que eu já vi. Como Deus fez a genética tão injustamente?) que sorriu para mim, já me achando com cara de advogada ou promotora. Não sei se foi o modelo dos meus óculos de sol ou se foi a minha blusa que dizia: "Beware! I'm hungry!" (Afaste-se! Estou com fome!) Então ela começou a mostrar os modelos lindos de anéis com símbolos bem estranhos, um de cada lado, enquanto uma pedra sintética ocupava o lugar mais importante, o meio. Havia mesmo um catálogo em cima da mesa, com o nome de todas - ou quase todas - as formações acadêmicas e dois símbolos embaixo. Reparei em duas coisas:
1. Em dezessete anos de vida, admito que nunca soube da existência de modelos de anéis para formandos(ou, pra variar, já soube por alguém e logo depois esqueci).
2. Tanto a mulher que me pariu quanto a branquela de malditos olhos safira azuis me olhavam como se eu fosse um extraterrestre de férias no Planeta Terra.

Qual é? Não posso saber de tudo, não é? Mas, convenhamos, você sabe de código HTML ou Java? Não? Oh, desculpe.
"Filha, eu quero te dar um anél pra quando você terminar o segundo grau, e como já sei a sua profissão, mais tarde, quando a grana pintar, vou fazer um esforço e te dar o de Música ou Professor de Música, você escolhe." (Ela é a melhor mãe do mundo. Ainda bem que ela não pariu mais filhos.)
"Ahn, ok, mãe. Mas deixa eu dar uma olhada nisso aqui pra ver como funciona melhor."
Depois de alguns segundos, já entendi todo o espírito da coisa.
"Olha! Astronomia!" Não me perguntem a cara dela depois desse chilique.
Pra você ver como eu não estou mentindo, clique aqui para ver o maldito catálogo com as combinações de pedras preciosas e as profissões.

Se a sua pessoa ainda não pegou o espírito da coisa, cada profissão equivale a uma pedra. Existem modelos tanto femininos quanto masculinos, é só ver a pedra da sua profissão, comprar e eles a entregam dentro de um prazo estipulado. E a minha pessoa veio a descobrir que isso existe desde os tempos da brilhantinha(meramente figurado). Se dentro desse contexto existe alguma magia ou se alguma pessoa fútil há muito tempo inventou só pra ganhar dinheiro, eu não sei informar. Pode ser a coisa mais desnecessária e superficial do mundo, mas eu descobri não faz muito tempo que eu estou virando uma mulher deveras..ah, fugiu a palavra.

Agora só me resta esperar (e me formar enquanto isso).
Qual a cor da sua pedra?
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sábado, 19 de setembro de 2009

Livro de auto-ajuda?

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Eu não ia a nenhum encontro terapêutico para me salvar(se é que eu realmente estava em apuros naquele momento). Fui ao salão dar um trato nessa cabeleira de volume intenso e cheia de cachos mal-definidos. Também pude acertar minha sombrancelha, que aliás, é bem cheia e eu gosto dela assim.

Até acabar a confusão do horário que uma moça havia confundido, não me encontrava reflexionando sobre nenhum temor ou insegurança, muito menos pensando em fontes de libertação para uma angústia recente, como livros de auto-ajuda ou relatos pessoais de mulheres que já passaram por poucas e boas na vida. O que eu realmente desejava era me sentir mais bonita para um motivo do qual não posso falar ainda, e sentir que gastei meu dinheiro por uma boa causa.

Fui com minha mãe ao salão, um salão deveras importante, caro em comparação aos demais da cidade, porém de alto nível, com excelentes profissionais, ótimos produtos, enfim, ótima qualidade. Informaram a ela, enquanto já sentia a região dos olhos dormentes devido aos puxões que recebia com uma pinça, sobre um livro que estavam dando quando a compra ultrapassava 70 reais. Como obviamente fui ali para caprichar, a minha iria passar com certeza. Pedi para que minha mãe se informasse melhor sobre o assunto do livro já que eu e minhas lágrimas estávamos bem ocupadas(para quem não sabe, é normal lacrimejar quando se mexe muito na área da sombrancelha, do buço, enfim, tudo está conectado no rosto. Nervos, gente!). Não lembro exatamente quando ela voltou já com o livro em mãos, já lendo a primeira página. Mas me recordo antes disso sobre um comentário de uma cabelereira. "É um livro que estão dando aqui e tem uma linguagem bem pra idade da sua filha, assim, jovem."

Hoje, dois dias depois, me pergunto se ela realmente leu o livro ou se só o julgou pela capa.

Independentemente da opção, o preocupante é se a dita cuja continua dando essa mesma informação para o consumidor. Afinal, qual mulher crescida iria querer levar um livro com linguagem adolescente? Pouquíssimas, muitas com o seguinte pensamento: Se é de graça, vale tudo. Além do mais, ler é bom. Ou então posso dar de presente pra minha filha, sobrinha, neta, etc. Não adianta disfarçar. De fato, é uma mentalidade corriqueira por aqui. Desconheço lá fora, mas tenho certeza de que a maioria das mulheres brasileiras sentem-se altamente atraídas por livros de auto-ajuda. Contudo, homens também. E se pelo menos o indivíduo tivesse o trabalho de ler a parte de trás de um livro, no caso, deste livro, veria que cometeu um grande erro.

Quando peguei para ler no próprio local, já pronta para lavar o cabelo, me dei conta de que algo estava conspirando ao meu favor. Como não as enxergamos, não sabemos exatamente como funcionam. Forças invisíveis existem sim. Se você não as sente ou nunca sentiu, é porque você realmente precisa buscar emoção em sua vida. Nós não a vemos, todavia sentimos que há algo no ar, não importa de onde estejam vindo. Elas nos pegam de surpresa, exatamente quando você não está pensando nisso. Os mais céticos como eu se perguntam se isso não foi por acaso, se perguntam mil vezes se não há uma outra explicação mais consistente, mas até mesmo nós concordamos que no mínimo existem momentos e situações favorecedoras.



É um livro de auto-ajuda? Não exatamente. Incrivelmente, para mim ele serviu como um. Melhor do que qualquer best-seller que promete mudar a sua vida, acredite. Acho que a simplicidade me encantou, o fato de não ser mais um livro-alvo da mídia. É gostoso de ler, servindo tanto para o público jovem quanto para o público adulto; poucas páginas e muita experiência numa linguagem sem muitos adornos, fácil de compreender, de assimilar.

É incrível como coisas simples podem, não digo mudar completamente nossas vidas, mas nos confortarem em certos momentos. Eu juro que iria começar a procurar um livro cobiçado no estilo The Secret para ler, pois passo por um momento bastante complexo em minha vida. Não sei se está livre de acontecer, mas vou tentar evitar ao máximo e tentar me sentir bem com o que já tenho em mãos(não só em relação ao livro e sim a tudo).

Será que o segredo de tudo está na simplicidade realmente? É isso o que vou buscar a partir de hoje.

Beijos!
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